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Review – Them’s Fightin’ Herds

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Hora de afiar os cascos, porque em Them’s Fightin’ Herds o coice rola solto. Assim como o nome implica, este não é um jogo de luta com personagens humanos, robôs ou aliens, e sim quadrúpedes. Exato: com um visual semelhante à franquia My Little Poney, Them’s Fightin’ Herds traz um jogo de luta no ponto para os fãs do gênero, com uma dificuldade que não deixa a desejar para nenhum Street Fighter ou Tekken, além de um sistema de combate muito bem elaborado.

Trazendo uma narrativa interessante e bem diferente para o mundo dos games de luta, Them’s Fightin’ Herds pode ser uma ótima porta de entrada para jogadores que desejam se aprimorar na pancadaria.

Pancadaria cavalar

Antes de mais nada, é possível notar que só animais fazem parte do roster de Them’s Fightin’ Herds. Mas apenas herbívoros, ou seja, nada de lobos, tigres ou qualquer coisa com presas, apenas animais “amigáveis”. Isso não os torna menos perigosos. Neste mundo de Them’s Fightin’ Herds, os herbívoros, através de um ritual sagrado, criaram um portal para uma outra dimensão, para onde baniram os perigosos predadores. Cada espécie presente na batalha recebeu um fragmento da chave do portal e partiu para uma região diferente.

Imagem do review de Them's Fightin' Herds
Nada melhor que explorar um mundo a la Nintendinho.

No entanto, com o passar dos anos, a magia foi se enfraquecendo, e com isto alguns destes seres sombrios voltaram a surgir na pacífica terra de Foenum. Agora, resta às campeãs de cada raça defender o portal e banir de volta para o outro lado os predadores que surgem. Aprendendo a respeitar suas diferenças, origens e escolhas, as personagens de Them’s Fightin’ Herds vão descobrir mais sobre o mundo, sobre si mesmas e sobre os predadores durante sua jornada.

O jogo conta com apenas um capítulo até o momento, mostrando a jornada de Arizona, a campeã dos prados. Assim como é de se esperar, Arizona, como seu nome mostra, é uma vaca que é elegida pelo seu povo e representa algo como um vaqueiro de um jogo de luta. Após ser eleita campeã, ela deve seguir até a próxima comunidade, a dos cervos, a fim de se encontrar com Velvet, a nomeada campeã daquela determinada espécie.

Segura peão!

Com os próximos episódios vindo em DLCs futuras nos próximos meses, além de um novo personagem, Them’s Fightin’ Herds tem um foco grande na sua mecânica, sendo uma das mais bem elaboradas no momento. Um grande exemplo disso se dá no próprio modo história, onde as sombras dos predadores servem como treinamento.

Imagem do review de Them's Fightin' Herds
Pensa em uma boss fight difícil!

Inimigos como os lobos são ótimos para treinar cancelamentos aéreos, serpentes ajudam os jogadores a treinar como evitar inimigos que usem projéteis, d ursos são especialistas em ataques carregados e especiais, servindo para que no modo história os jogadores treinem ainda mais seus combos com o laço de Arizona. Além das batalhas contra os predadores, durante o modo história o jogador irá enfrentar algumas das outras cinco personagens do jogo. Essas lutas servem como Boss Fights, criando até movimentos únicos para estes encontros, já que seriam muito apelativos no multiplayer.

Falando no multiplayer, esse é um dos grandes atrativos de Them’s Fightin’ Herds. Utilizando o visual de pixel art do modo história, os lobbys de multiplayer de Them’s Fighting Herds são mapas cheio de jogadores, usando seus itens visuais e avatares diferentes com itens adquiridos nos baús. Estes são encontrados tanto nos Lobbys quanto durante o jogo, e cada baú vem com uma quantidade de sal, a moeda de troca usada aqui. Além de poder desafiar diretamente os jogadores no Lobby, podemos também esperar que um baú surja para contestá-lo, lutando contra quem quer que acabe indo atrás dele, em lutas onde os vencedores ficam com uma maior parte, mas os perdedores também recebem uma pequena parcela da recompensa.

Imagem do review de Them's Fightin' Herds
O pequeno roster é o maior defeito do jogo.

Galope violento

Ainda há as minas de sal, um modo multiplayer onde os jogadores exploram uma das várias minas de sal presentes no jogo, angariando o máximo de sal que puderem enquanto lutam contra os predadores, antes do tempo acabar. Uma vez que o tempo tenha acabado, o jogador com mais sal se transformará no urso do modo história, e irá caçar os jogadores restantes. Infelizmente, os lobbys ainda ficam bem vazios, mas acredito que com o passar do tempo e adição de novos personagens, a tendência é que os números aumentem.

Them’s Fightin’ Herds é um ótimo jogo de luta, com uma mecânica excelente, belos gráficos e trilha sonora interativa, pendendo sempre para o lado de quem está vencendo a luta. Mas o jogo também conta com alguns detalhes que atrapalham seu brilho. A dificuldade é bem elevada, e caso o jogador não use um controle, pode acreditar que terá uma dor de cabeça grande contra as IAs do jogo. O roster, mesmo que bem derivado, ainda é pequeno, e em pouco tempo as seis personagens se tornam repetitivas de se jogar.

Imagem do review de Them's Fightin' Herds
Parece que o jogo virou Arizona.

Devido à mecânica bem construída de gameplay, Them’s Fightin’ Herds é sem dúvida um ótimo game de luta. Mas sem um controle, mesmo dos mais comuns, vai acabar exigindo bem mais dos jogadores usando um teclado. No entanto, é um desafio à altura daqueles que almejam estar afiados para uma luta bem mais competitiva.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Gráficos bonitos
  • Trilha sonora interativa
  • Mecânica polida
  • Single-player envolvente
  • Multiplayer promissor

Contras

  • Roster pequeno
  • Partes repetitivas
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