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Review – Tiny Metal: Full Metal Rumble

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Tiny Metal Full Metal Rumble bg

Quem estava com saudades das guerras de Tiny Metal já pode se preparar para voltar as trincheiras com a chegada de Tiny Metal: Full Metal Rumble. Essa é a continuação do game que ficou conhecido por ser praticamente uma versão moderna do clássico Advanced Wars e que agora chega de forma bem completa, trazendo os recursos presente no jogo anterior além de adicionar mais itens, uma nova narrativa, novos tipos de unidades e muito, mas muito conteúdo para jogar.

Esse é um jogo de estratégia e simulação de guerra baseado em turnos que mistura um visual caricato para a narrativa, com uma gameplay de gráficos bonitinhos, equilibrando a pressão das intermináveis guerras. Se você já é um fã deste game ou do gênero, prepare-se para acrescentar novas unidades em seus planos para derrotar os poderosos vilões.

Batalhando em locais conhecidos

Por ser uma continuação, talvez todo o ambiente de Tiny Metal: Full Metal Rumble soe familiar. A verdade é que a maioria dos personagens estão de volta e o visual é praticamente o mesmo. Porém aqui o protagonista é a Comandante Wolfram que, enquanto procura seu irmão Ragnar, também precisa defender diversas frentes contra os Dinoldans para impedir a escavação de tecnologias perigosas que ameaçam a restauração da paz de uma terra que já está bastante devastada pelas intermináveis e horrorosas guerras.

Imagem do jogo Tiny Metal: Full Metal Rumble
Juro que ouvi a famosa trilha sonora dos Vingadores ecoando na minha mente.

Além da protagonista, há diversos personagens com os quais você jogará na campanha. O interessante é que cada um possui suas motivações e elas são ligadas diretamente com as consequências do primeiro título. Desta maneira você terá vários pontos de vista diferentes que em algum momento se encontram, mas essa progressão pode ser um tanto tediosa, já que requer muita atenção para os extensos diálogos.

A história é apresentada por personagens estáticos mexendo apenas suas feições durante os diálogos, que são dublados enquanto as legendas acompanham suas falas. Você pode combinar textos em inglês com diálogos em japonês ou ainda usar a função “blip”, que substitui a dublagem por um efeito sonoro retrô para deixar tudo mais saudosista. Embora a arte seja bem atraente, esses momentos são extensos demais e não prendem a atenção. E, para piorar, o tempo para ler essas legendas é curto e por não haver opções em português a compreensão pode ser bastante complicada.

O esforço para tentar entender a história de Tiny Metal: Full Metal Rumble pode não valer tanto a pena, já que ela não é instigante e nem possui muitas surpresas. Felizmente há alguns momentos de humor que quebram a monotonia. A composição sonora de Tomoki Miyoshi traz muitas músicas e durante as batalhas elas são tão empolgantes que deixam as partidas bem animadas.

Imagem do jogo Tiny Metal: Full Metal Rumble
É isso mesmo Tsukumo, eu não consegui acompanhar o que você falou.

A verdadeira diversão começa quando entramos em guerra. O visual em miniatura do exército é muito simpático e as animações de batalha (que apresentam os nossos ataques em adversários) são bem legais, tornando a experiência bastante agradável. O mapa de exploração e seleção de missões agora possui relevos, mostrando montanhas e áreas litorâneas. Você poderá explorar cada canto com um helicóptero, jato ou um tanque de guerra. Pode não parece interessante, mas explorar esse mundo lhe recompensará com diversos coletáveis que envolvem novos mapas para o modo Skirmish e músicas para o jukebox disponível no menu principal.

Na campanha você terá 39 missões que geralmente envolvem tomar o posto dos inimigos ou derrotar todas suas unidades. Para tornar a partida um pouco mais difícil, há também desafios secundários que podem ser executados enquanto você progride na partida. São diversas tarefas como não chegar no vigésimo dia de guerra, não usar um determinado tipo de unidade, dominar 5 cidades, entre outras. Tudo isso é interessante porque te obriga a ser ainda mais estratégico para não permitir que seus oponentes avancem demais sobre o cenário, enquanto você comanda suas unidades para dominar locais em vez de focar apenas na batalha principal. Isso obviamente rende mais horas de jogo e lhe recompensará com melhores pontuações no final da partida.

Imagem do jogo Tiny Metal: Full Metal Rumble
Vamos invadir a Área 51… digo, 35!

Batalhando por uma eternidade

Tiny Metal: Full Metal Rumble oferece outros dois modos de jogo. Skirmish ignora a narrativa e dispõe uma quantidade enorme de mapas para você batalhar, todas com diferentes objetivos incluindo os desafios secundários, que rendem pontuações maiores. No total são 77 estágios, mas para ter acesso a todos eles você terá de comprar na lojinha dentro do jogo ou encontrá-los espalhados nos coletáveis do mapa-mundi. Destes estágios, 21 deles também podem ser utilizados no modo multiplayer online. Neste terceiro modo você poderá escolher seu comandante para desafiar seus amigos em batalhas que podem ser ainda mais desafiadoras, dependendo do nível de habilidade estratégica de cada jogador.

É um aumento de conteúdo bastante significativo em relação ao primeiro título. A campanha por si só renderá muitas horas de jogatina e por mais que a história não seja tão envolvente, as batalhas são recompensadoras. Somando isso aos demais modos que Tiny Metal: Full Metal Rumble oferece você terá muito conteúdo para jogar, ainda mais se você for apaixonado pelo gênero e tentar vencer em todos os 4 níveis de dificuldade.

Imagem do jogo Tiny Metal: Full Metal Rumble
Combinar ataques com a unidade Heavy Metal já é apelação!

Nesta guerra você precisará de todo apoio possível e, para ajudar, o jogo trouxe não apenas as unidades que já conhecíamos mas também novos tipos que incluem mechas bastante habilidosos. São 21 unidades diferentes que você poderá adquirir nas fábricas durante as missões para comandar da melhor forma, favorecendo sua batalha. Há um quadro que mostra as vantagens de cada combatente sobre os demais tipos de unidades, o que pode ajudar na sua estratégia. O problema é que não fica claro para o jogador a interpretação deste quadro: você só passa a entendê-lo quando lê atentamente a descrição dos personagens e analisa suas cores.

Tiny Metal: Full Metal Rumble possui mecânicas de “Lock on” com “Focus Fire”, onde você poderá combinar até 4 unidades para um ataque em conjunto que é devastador; “Assalt” empurra seus inimigos após o ataque para evitar que eles dominem novas áreas; e “Coms Link” permite pedir ajuda de alguma unidade poderosa que trará consigo mais vantagens de ataque e defesa. Todos esses elementos – e outros que você descobre ao longo das missões – possibilitam uma infinidade de estratégias e ataques, deixando as partidas sempre cheia de opções.

Imagem do jogo Tiny Metal: Full Metal Rumble
A visibilidade destas informações no modo portátil do Switch é bem ruim.

Comandante, temos um problema!

Há um problema de interface que parece tornar obrigatório a criação de unidades para finalmente terminar o turno, mesmo que haja uma opção para “pular e ignorar a fabricação”. Sua vez poderia acabar caso todas as movimentações já tivessem sido feitas, inclusive pulando a construção, ou existir um botão dedicado para terminá-la. Ao invés disso, para realmente finalizar sua jogada (caso sua última modificação seja a fabricação) é preciso pausar o jogo e selecionar a opção que finaliza seu turno.

Infelizmente o Rumble no título nada tem a ver com o HD Rumble dos joy-cons do Switch, pois o jogo não faz uso das vibração e nem mesmo aproveita a tela de toque para ajudar no planejamento e disposições das suas unidades. Essa opção de jogabilidade talvez tornasse a jogatina um pouco mais prática. Outra característica que pode incomodar é o primeiro carregamento do jogo levar vários minutos até chegar a tela inicial.

Imagem do jogo Tiny Metal: Full Metal Rumble
O visual é muito charmoso, mesmo com tantas informações poluindo o visual.

Durante a batalha, ao selecionar uma unidade surge uma marca que indica por onde você pode se mover pela grade do cenário. Porém a tarja que acompanha a cor do nosso exército muitas vezes se mistura com a cor do ambiente, ficando pouco visível (ainda menos no modo portátil do Switch). Funcionaria melhor se fosse outra cor, mais destacada.

Há diversos tutoriais ao longo das missões iniciais. Eles também são oferecidos com extensos diálogos no início das missões, explicando tudo que você precisa saber de uma só vez, o que é pouco intuitivo e provavelmente faz com que muitas dicas sobre técnicas e estratégias fiquem mal compreendidas ou passem despercebidas. Felizmente a jogabilidade é simples e com o tempo você acabará aprendendo a usar os recursos do jogo, mas o tutorial poderia ser mais prático mostrando alguns passos básicos para auxiliar os novos jogadores.

Imagem do jogo Tiny Metal: Full Metal Rumble
Esses tanques lembram demais o Metal Slug.

Visualmente, Metal: Full Metal Rumble parece igual ao primeiro título, mas não é. Ele oferece novos recursos e uma continuação para a história. Há bastante conteúdo para explorar da mesma forma que também há alguns bugs e problemas de interface que podem incomodar, mas é possível que esses problemas sejam todos corrigidos com o tempo.

A história realmente fica devendo, mas a emoção das batalhas fazem este título brilhar, oferecendo uma infinidade de possibilidades de estratégias para vencer as partidas. Isso é mais do que o suficiente para recomendar este game, que o fará perder a noção do tempo durante a jogatina.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Visual bastante simpático
  • Abarrotado de conteúdo
  • Há novos tipos de unidades
  • As animações nas batalhas são bem divertidas
  • Trilha sonora empolgante

Contras

  • História nada envolvente
  • Há problemas de interface
  • O tutorial não é prático nem intuitivo
  • No modo portátil do Switch, os textos são pouco visíveis
  • Ocorrem pequenos bugs e delay nas texturas
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