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Review – Total War: Three Kingdoms – The Furious Wild

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Em Total War: Three Kingdoms – The Furious Wild as Tribos Nanman surgem das densas selvas do sul da China com seus tigres e elefantes para provar seu valor e tomar para si o trono de Imperador sobre os Céus. O direito divino vem da natureza e as Tribos das Florestas são os verdadeiros herdeiros.

No quinto pacote de DLC de Total War: Three Kingdoms, o jogo de estratégia por turno mais relevante da última década se torna ainda mais completo, agora com XX personagens jogáveis nos já conhecidos 4 datas possíveis de início. Vocês estão prontos para mostrar quem manda na floresta?

Nessa floresta, quem reina são tigres e elefantes

Eu vou começar botando as cartas na mesa aqui: Total War: Three Kingdoms é, definitivamente, meu jogo de estratégia favorito (Crusader Kings III chegou há pouco e está tentando lutar pelo posto, mas, pelo menos por enquanto, não tomou o posto) e eu não estou mais sabendo como lidar com estes DLCs.

Habitualmente quando vem uma frase dessas, dá-lhe reclamação. Esse caso está longe disso. Minha loucura fica sobre a minha incapacidade de compreender como a Creative Assembly consegue fazer um jogo bse tão bom quanto Total War: Three Kingdoms e aí vai lá e ainda me faz CINCO DLCs onde cada um deles traz personagens com peculiaridades únicas de jogabilidade e ainda totalmente conversando com a narrativa do jogo – e por consequência histórica e folclórica -, totalmente balanceados e divertidos.

Imagem de Total War: Three Kingdoms - The Furious Wild
Um a um, todos vão caindo…

As novidades em termos visuais giram em torno de imponentes elementos da natureza. Os mapas novos, ao sul do que estávamos acostumados, exibem densas florestas por entre as montanhas, permitindo que tropas e mais tropas possam usar das matas para emboscadas e armadilhas contra os desavisados.

Um total de 25 novas unidades também são apresentadas por Total War: Three Kingdoms – The Furious Wild. Incrivelmente, apesar de guerreiros com escudos enormes e lanceiros de fogo, quem realmente chama a atenção são as tropas animais: tigres e elefantes chegam ao campo de batalha para destroçar quem quer que fique em seu caminho. Organizar seu exército ao longo do horizonte e no meio de suas colunas ter tigres e elefantes é simplesmente fascinante – isso sem falar sobre a maneira visceral com a quel eles atacam os inimigos.

Sobre os personagens e sua temática central, o foco é unificar as Tribos Nanman sob um só governante. Cada um conforme as suas maneiras e táticas, os personagens jogáveis nos dão múltiplas ferramentas para alcançar esse objetivo e quiçá tomarmos posse sobre o trono chinês.

Imagem de Total War: Three Kingdoms - The Furious Wild
Elefantes. Nem preciso falar mais nada.

Meng Huo é o primeiro dos novos personagens de Total War: Three Kingdoms – The Furious Wild – e o que o jogo recomenda para iniciantes -, possuindo a mecânica Rei dos Reis, ele acumula bônus e bonificações quando assume o controle de outra das 19 facções, seja pela conquista ou or meios diplomáticos. Por receber esses benefícios temporariamente, Meng Huo precisa manter uma sequência sólida caso queira se aproveitar do acúmulo de pontos sobre pontos e avassalar a competição.

Lady Zhurong possui um caminho bem claro e é para frente. Queimando tudo tal qual a descendente do Deus do Fogo como ela é, seu objetivo é a expansão territorial rápida e devastadora. Contando com a mecânica do Incêndio, Lady Zhurong se aproveita de bônus temporários – diferentes para cada estação – para dominar quem a cerca. Como todo fogo uma hora apaga, depois de um curto período ativado, o bônus acaba e as suas tropas ficam fragilizadas. Altas recompensas, alto risco.

Imagem de Total War: Three Kingdoms - The Furious Wild
Rei com a bandeira feita no Paint!

Rei Mulu é o Mogli de Total War: Three Kingdoms – The Furious Wild, amigo dos animais, mas estranho ao mundo dos homens. Ter passado tanto tempo em meio aos animais transformou Mulu – talvez em uma espécie de Luísa Mell – e agora ele pode acumular Orgulho conforme derrota grandes inimigos para, posteriormente, utilizar em Rituais que gerarão estupendos benefícios para sua facção.

Rei Shamoke trabalha por meios misteriosos. Iniciando com um governo mais estabelecido, ele tem em suas mãos as cordas de marionetes perigosas. Utilizando-se da diplomacia ou da agressão, subjugando ou reformando, o crescimento será proporcional ao poder de quem se junta à sua causa. Shamoke é esperto e percebe que pode jogar com o Império Han também ao seu lado, então fica a critério do jogador para que lado a balança vai pesar.

Além das diferenças mecânicas, temos toda uma nova árvore de pesquisa para as facções da floresta, tanto em itens quanto em formato e mecânicas – oferecendo escolhas de A ou B, onde selecionando um, abrimos mão do outro. Os personagens das Tribos também receberam uma nova árvore de habilidades, com acúmulo de pontos em cada uma das 5 características já existentes e respectivos aprimoramentos relacionados.

Imagem de Total War: Three Kingdoms - The Furious Wild
Sei como é precisar se preparar para a chegada do comerciante.

Por fim, Total War: Three Kingdoms – The Furious Wild é mais um ótimo pacote a ser adicionado no jogo base. Como disse anteriormente, fico cada vez mais incrédulo sobre o ótimo trabalho da Creative Assembly em construir conteúdos adicionais relevantes, que somam de verdade no que é o produto e não só iscas de jogadores com promessas falsas. Fica a profunda recomendação.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Personagens interessantes
  • Mecânicas diferenciadas
  • Novas árvores de habilidades
  • Novas árvores de pesquisa
  • Conteúdo incrível

Contras

  • Pouco conteúdo novo de cutscenes
  • Perda de performance
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