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Review – Trials Rising

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Imagem do jogo Trials Rising

Os jogos da série Trials são famosos por possuírem uma física distante do realismo, onde o motorista lembra mais um boneco de pano do que um humano. A alta dose de fantasia em algumas fases mais lembram um filme de ação de Bollywood do que qualquer outra coisa. Essa junção pode até soar estranha, mas funciona tão bem que a RedLynx não perde tempo com as sequências. Este já é o sexto game, acredita?

Mesmo conhecendo e admirando a série, Trials Rising foi meu primeiro contato. Para um novato, os comandos e a moto meio molenga causam uma impressão estranha de início. Porém, ao comprar a briga e entender aquilo que o game está oferecendo, a diversão é mais que garantida.

O que faremos hoje? Dominar o mundo

Parti logo de cara pra campanha e neste modo a missão é conquistar todos os cantos do planeta por meio de apresentações em cima da motoca. A jornada começa na América do Norte, onde um primeiro desafio é proposto por um patrocinador que está de olho. Antes da largada, é dada a opção de personalizar nosso motociclista com algumas opções iniciais: cor da pele, sexo, voz e nome.

Cada conquista possui três níveis (bronze, prata e ouro), sendo separadas única e exclusivamente pelo tempo. Quanto menor o tempo de conclusão da pista, mais chance há de ganhar o 1º lugar. Ao ser patrocinado, além de sempre buscar a melhor colocação, é preciso realizar certos desafios como dar X números de cambalhotas, vencer fulano de tal etc. Tudo muito simples e claro.

Imagem do jogo Trials Rising
Aos poucos seu espaço vai sendo conquistado, mas sempre busque o 1º lugar.

Simples também, infelizmente, é a campanha. Esperava algo mais desafiador, onde a escada de conquistas significasse algo além da simples vitória. Podiam ter dado mais atenção aqui e bons exemplos não faltam. Tony Hawk Underground é só um deles, pois pega um skatista amador e o transforma no rei do mundo. Trials nos entrega pouco em um ambiente que poderia fazer muito.

O tempo vai passando e apesar das inúmeras fases – do Egito ao Taiti, passando por Hollywood e até mesmo em um avião com gravidade perto do zero – não há uma grande variedade de desafios, o que com o passar do tempo se torna chato.

Até chegarmos na Ásia (3ª opção de continente habilitada), onde tudo será nível médio, a dificuldade de todas as fases é fácil, tornando tal fator um impedimento para aqueles que buscam uma dificuldade maior. É à partir do médio que as coisas ficam realmente interessantes e divertidas. Até as pistas ficam mais interessantes à partir deste ponto.

Imagem do jogo Trials Rising
Ubisoft dá um banho de personalização, oferecendo de tudo.

Ao final de toda fase, ganhamos bonificações como moedas (usadas para comprar inúmeras coisas) e pontos cumulativos para nosso nível (usados para abrir campeonatos). A cada subida de nível, inclusive, ganhamos uma caixa com itens – sim, os já famigerados loot boxes. Tais prêmios nos levam à uma nova e divertida área, a da personalização. Creio que será aqui que você perderá grande parte de seu tempo.

Basicamente se personaliza tudo, da moto ao capacete. E as opções são infinitas visto que é possível criar seu próprio conteúdo. Misture cores, estampas e as coloque onde bem entender, também da moto ao capacete. São calças, camisas, jaquetas, tênis e luvas para todo e qualquer gosto. Nas motos, mexemos do escapamento aos faróis. Divertidíssimo.

Trials em sua melhor forma

É impossível jogar Trials Rising e dizer que é chato. Mas vindo da Ubisoft, claro, tem bugs. Comuns são os momentos onde problemas com sombras são encontrados. Também comumente vemos atrasos no carregamento das pistas, durante o início deles.

Infelizmente tive que lidar com travadas de 2 a 3 segundos e o fatídico erro CE-34878-0 (crash da aplicação) do PS4. Sei que a culpa não é do jogo, mas é osso ter que lidar com isso em um jogo de alta velocidade, onde cada milésimo faz a diferença.

Imagem do jogo Trials Rising
Infelizmente, não só a piruetas plásticas somos apresentados.

Se ao longo da campanha somos desafiados a completar os circuitos com perfeição, no multiplayer online isso fica ainda mais latente. Enquanto no modo solo podemos voltar a cada cagada, do início ou do último checkpoint com o cronômetro rolando solto, aqui não há espaço para erros.

Os cenários do online são os mesmos do single player e aqui não se disputa apenas uma corrida e sim três, sendo o melhor colocado o grande campeão. Como tudo é rápido e bem divertido, vale muito a pena se aventurar.

Para o multiplayer local temos algo novo: o Tandem Bike. É oferecida a possibilidade para dois pilotos controlarem a mesma moto, cada um sendo o responsável por uma parte: um é o dono do equilíbrio, enquanto o outro fica com a potência. Funciona certinho. O nome também é bem criativo, pois Tandem Bike é aquela bicicleta para duas pessoas, onde uma fica na frente e outra atrás.

Trials 3
Música boa e pistas boas são uma excelente combinação.

Quanto à trilha sonora tem um pouco de tudo, de rap a rock and roll. Foi um prazer imenso dar piruetas ao som de Motorhead, Taking Back Sunday, Sum 41 e cia. A seleção lembra os momentos áureos de bons jogos com trilhas sonoras insanas como BMX XXX e, claro, a série Tony Hawk. Pena que não há como saber o nome do artista e música enquanto você está jogando.

Como citei, nunca joguei Trials. Logo, tive que pesquisar para poder comparar os games e descobri novidades nesta versão que foram extremamente pensadas e muito aceitas por este que vos escreve. Umas delas é a University of Trials. Essa universidade, disponível logo no início da campanha, nada mais é que um tutorial gigantesco de cada função do gameplay. Dicas para subir paredes, encarar obstáculos e saber a melhor hora para acelerar/frear estarão presentes.

E tem mais: separado por níveis, a University exige que você avance no jogo para encarar as novas mecânicas. O mais legal disso tudo é que elas coincidem com aquilo que encontraremos nas novas descobertas.

Imagem do jogo Trials Rising
15 segundos de fama.

Há também a volta do editor de mapas. Confesso que para um principiante ele é uma zona, pois não tem tutorial e é fácil se perder com tantas opções. Para os craques e amantes da coisa é uma excelente adição, fora que as novas criações da comunidade serão o combustível para a vida eterna de Trials Rising.

A volta ao mundo valeu a pena

Como qualquer viagem pelo planeta, encontraremos problemas que dificilmente atrapalharão por completo a experiência. Sob tal metáfora, concluo que Trials Rising é exatamente isto: uma viagem com algumas dificuldades. Mas já estava na hora da série ganhar um novo título e trazer conteúdo inédito para os fãs, garantindo muitas horas de diversão.

De fato o que encontrei de bugs é mínimo, exceto pelo meu PS4 estar ficando velho. Mesmo assim, o material bom que encontrei é de grande qualidade. Não possuo experiência para colocar este Trials como o melhor de todos mas, para mim, valeu demais a jogatina.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Divertidíssimo
  • Trilha sonora animadora
  • Modo multiplayer local e em rede
  • Personalização infinita

Contras

  • Problemas comuns da Ubisoft
  • Limitações gráficas
  • Travamentos na aplicação
  • Campanha fraca
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