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Review – Velvet Assassin

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velvet assassin

Ahh, são tantos os jogos sobre a Segunda Guerra Mundial. Desde Wolfenstein 3D, o tema vem sendo explorado por incontáveis jogos, em especial os de tiro em primeira pessoa (FPS). Com Velvet Assassin, temos uma abordagem diferente, fazendo uso da ação furtiva como sua principal arma. Ou seja, você não precisa descarregar sua MP-40 em tudo que se move. Basta se esconder, andar pelas sombras, atacar pelas costas, esconder os corpos e continuar a caminhar nas pontas dos pés.

Você controla Violette Summer, uma agente do governo britânico. No início do game, Violette encontra-se hospitalizada e em repouso, sendo que todas as missões se passam em forma de lembranças dela. A história se concentra nas missões da agente secreta, deixando um pouco de lado o foco na Segunda Guerra Mundial, apesar de revelar boas referências ao fato histórico. Velvet Assassin funciona apenas como um game de ação furtiva, atacando um inimigo por vez. Se você não tem paciência para isso, então este game não é para você. Aqui a regra é clara: se esconder em lugares escuros e eliminar os inimigos sempre de forma silenciosa.

Cada missão é estruturada em segmentos: sempre que você cumpre um objetivo, um novo aparece até que a missão esteja completa. Além de se mover silenciosamente, realizar assassinatos, roubar informações e explodir estruturas, Violette deve adquirir experiência, que aumenta conforme você encontra itens colecionáveis espalhados pelos estágios. A cada mil pontos de experiência, você aumenta um dos atributos da agente, como a velocidade ao andar silenciosamente ou ser mais resistente a ferimentos, deixando certa liberdade nas mãos do jogador na hora de conduzir as missões.

Velvet Assassin

No quesito “stealth”, o jogo oferece uma mecânica eficaz para se esconder, sem a necessidade de grudar em paredes ou caixas como Sam Fisher e Solid Snake fariam. Basta ficar escondido atrás de um objeto, para depois apunhalar os inimigos ou atirar nas suas cabeças. Neste sentido, o jogo agrada bastante com as mais de 40 animações diferentes de execução, que muda conforme a arma em punho. Temos outras variações como poder ativar uma granada no cinto dos inimigos ou estourar barris de gases venenosos quando estão por perto. Completando o arsenal, você pode usar as ampolas de morfina para entrar num estado temporário de invencibilidade, em que o tempo passa mais devagar. Mais legal ainda é que, neste modo, a Violette fica só de camisola. =D

Um dos pontos altos do jogo é sem dúvida sua apresentação visual, com belos efeitos de luz e sombras. A iluminação dos objetos e cenários muda entre tons de cinza e tons quentes, ao amanhecer e entardecer, criando uma fotografia única e de encher os olhos. O problema é que essa ambientação parece ser artificial ou pré-definida, te impedindo de iluminar uma área do cenário ou estourar lâmpadas com sua arma, por exemplo. Só dá para desligar certas luzes quebrando suas caixas de fusíveis. Isto acaba com a imersão no jogo.

Há limitações também na exploração, impedindo a liberdade de andar pelos cenários. A própria Violette sofre com as limitações em sua mira e movimentos, impedindo que uma simples caixa possa ser pulada, por exemplo. Outra coisa inexplicável é a agente não tomar as armas de seus inimigos abatidos, sendo possível pegar armas somente em armários espalhados pelo cenário. Por conta disso o jogo te obriga a ser furtivo o tempo todo. Outro detalhe que incomoda é a Inteligência artificial, que elimina o realismo em situações como esfaquear um soldado nazista perto de outros e eles não reagirem, a dois metros de distância do companheiro morto. Em outras situações, eles conseguem ouvir um tiro de silenciador do outro lado de um armazém.

Velvet Assassin

O jogo tem seus méritos, em especial o visual e trilha sonora, que não poderia ser mais perfeita para um jogo como esse. Ela muda conforme a situação, com músicas tensas e calmas. O trabalho de voz é digno de filme, com dublagens excelentes, tanto nas atuações como nas vozes em si. Violette tem o típico sotaque britânico, seus aliados da resistência falam francês, e todos os nazistas falam entre si em alemão e não inglês com sotaque caricato.

Velvet Assassin está longe de marcar época ou se consagrar em seu gênero, mas está longe também de ser um jogo descartável. Mesmo com seus problemas técnicos e de concepção, o jogo oferece um gameplay razoável, fazendo jus à ação furtiva em conjunto com a atmosfera dos cenários. Eu não sou fã do gênero, mas nem por isso deixei de conferir o game. Valeu a experiência e cada centavo gasto no Steam.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Ótima história
  • Atmosfera envolvente
  • Mecânica stealth funciona bem
  • Visual e trilha sonora caprichada

Contras

  • Mira difícil de controlar
  • Muitas situações de tentativa e erro
  • Pouca liberdade de exploração
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