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Review – VR Ping Pong Pro

Um port VR cujo a bolinha de ping pong voou pra muito longe

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VR Ping Pong Pro é a sequência de um jogo lançado em 2016, sem o “Pro” no título. O original é um jogo bem simples, com gráficos em pixel art e que acabou sendo ofuscado pelo bem sucedido Eleven Table Tennis, lançado no mesmo ano. Aliás o concorrente é, até hoje, a melhor opção no mercado. Ainda assim, dei uma chance pra conhecer o game da One O One Games, que já havia sido lançado para HTC Vive, Oculus Rift e PSVR em 2019 e chegou somente no mês passado para o Meta Quest 2.

O que eu não esperava era um downgrade visual tão grande. E nem faz sentido terem simplificado tanto os gráficos, pois o Meta Quest 2 tem hardware potente o suficiente até para receber uma versão standalone do Bonelab. A versão 2019 de VR Ping Pong Pro possui cenários bonitos, com bastante detalhes e até a presença de pessoas no ambiente. Já no Meta Quest 2, não tem ninguém e todos os cenários sofreram mudanças drásticas, reduzindo até a qualidade das texturas.

Downgrade inexplicável

VR Ping Pong Pro cumpre seu principal propósito, que é o de oferecer um jogo com física funcional (eu não disse perfeita, heim!) e boa inteligência artificial. Sobre a física, a bolinha se comporta respondendo aos seus movimentos (velocidade e ângulo). Às vezes a bolinha sofre com glitches, perdendo o nível correto da mesa ou chão, mas pelo menos não dei o azar de outros jogadores cujo bug atrapalhou totalmente a partida.

VR Ping Pong Pro
Ao fundo, três prêdios iguais feitos de papelão

Quanto à IA, o computador responde bem nos seus 5 níveis de dificuldade. Pra quem domina o esporte na vida real, vai encontrar um bom desafio aqui. Quem nunca jogou ou joga com pouca frequência na vida real, vai precisar ter paciência pra se acostumar com o game e as regras do esporte.

O duro é ignorar a feiura da ambientação. Há seis cenários diferentes pra escolher: uma praça, uma garagem, um salão de fliperamas, um dojô, um ginásio esportivo e uma favela brasileira. Tudo vazio, inclusive o ginásio. Assistindo a gameplays do jogo de 2019 no YouTube, até mesmo no PSVR, notei que a qualidade visual não chega perto das fotos que a página do game no Steam vendem. Agora comparando com a versão capada do Meta Quest 2, não chega nem nos 30% dessa qualidade. São cenários sem vida, montados do jeito mais simplório possível e com texturas de baixíssima qualidade.

Pra piorar, ao rodar o game pela primeira vez ele abre sem áudio algum. Você tem que ir nas opções do jogo e ligar o som de cenário e efeitos sonoros manualmente. Eu não estou brincando! Depois, entre um “toc” pra lá e outro pra cá, notei que a trilha de ambientação de alguns cenários foi montada com áudios curtos em looping. Na favela, por exemplo, você ouve a batida de base do funk, um locutor de rádio anunciando “25 minutos do primeiro tempo” e “olha o gol, olha o gol, é do Brasil”, uma menina dizendo “sim, mas é outro brinquedo” e outras aleatoriedades se repetindo sem nexo.

VR Ping Pong Pro
Até o povo da favela abandonou VR Ping Pong Pro

Online morto e jogadores furiosos

É uma pena, mas não há jogadores online o suficiente pro matchmaking do VR Ping Pong Pro funcionar. Tentei encontrar outro jogador pra uma partida rápida, que fosse com o pior ping do mundo, e não consegui. Acabei ficando contra a IA mesmo, que dá pra se divertir mas não por muito tempo, pois enjoa rápido.

Parti então pros minigames do modo arcade: tem um pouco de tudo, como marcar gol, derrubar pinos de boliche e destruir uma parede. Passei por todas as opções em um espaço de 15 minutos pra não querer mais jogar, de tão desinteressante que é. Nem as skins desbloqueadas da bola e raquete empolgam. E a trilha de fundo nestes minigames, a mesma e com sons que remetem a jogos retrô, só piora tudo.

Quem comprou o game pro Meta Quest 2 se sentiu extremamente enganado. A página do jogo no Meta Quest está no momento com 1 estrela (de 5) e um monte de comentários pontuando a total falta de curadoria da equipe do Meta / Facebook. E eu concordo plenamente com tal insatisfação, até porque o preço do jogo não condiz com o produto final. Não sei o que aconteceu, se esta versão do Meta Quest 2 é resultado de um port mal feito, mas seja lá qual for o motivo dos desenvolvedores é melhor passar bem longe deste game.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • A inteligência artificial e seus níveis de dificuldade funcionam relativamente bem

Contras

  • Downgrade visual no Quest 2
  • Às vezes a física dá uma enlouquecida
  • Os minigames não empolgam
  • Multiplayer online morto
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